06 de Novembro

PROGRAMAÇÃO – 06 DE NOVEMBRO

LOCAL: Sala Walter da Silveira
R. Gen. Labatut, 27 – Barris.

14:00. SESSÃO MARGINAL V

1. Bicha-bomba.
Documentário, 08 min, Curitiba/PR, 2019, Livre. Direção: Direção: Renan de Cillo.

Sinopse: Este filme “não é capaz de vingar as mortes, redimir os sofrimentos, virar o jogo e mudar o mundo. Não há salvação. Isso aqui é uma barricada! Não uma bíblia”.

2. Megg – A Margem que Migra para o Centro.
Documentário, 15 min, Curitiba/PR, 2018, Livre. Direção: Larissa Nepomuceno Moreira e Eduardo Sanches. Sinopse: Megg Rayara derrubou barreiras para chegar onde chegou. Para ela, seu diploma é um marco importante de uma luta não só pessoal mas, sim, coletiva. Pela primeira vez no Brasil, uma travesti negra conquista o título de Doutora.
É a margem que migra para o centro, levando toda sua história consigo. 3. TransForma.
Documentário, 63 min, Rio de Janeiro/RJ, 2018, 12 anos. Direção: Agatha Sampaio e Beatriz Rosa Estrela.

Sinopse: Sem acesso à educação e ao se deparar com as barreiras erguidas e solidificadas pelo conservadorismo em constante ascensão, a população trans enfrenta obstáculos muitas vezes intransponíveis para ocupar lugares do cotidiano e acessar o mercado formal de trabalho. O filme busca a voz de quem sofre com opressões corriqueiras, já institucionalizadas na sociedade e reproduzidas dentro dos espaços onde, presumidamente, deveria ser fomentada a inclusão: as escolas. Questões triviais como o uso do banheiro, do uniforme escolar e do próprio nome parecem invisíveis para pessoas que não se deparam com certas dificuldades no dia-a-dia, porém são fundamentais para a construção desses indivíduos e seu estar no mundo. A rede de afeto das pessoas trans na maioria das vezes fica circunscrita a essa população, já que não encontra diálogo com outros segmentos da sociedade em função dos estigmas aos quais foram limitados. Por viver em constante fragilidade, não dispõe das ferramentas para oferecer suporte às suas necessidades básicas. Ao acompanhar a história oral de vida desses indivíduos, fica claro que ainda há um largo percurso até que um mundo mais acolhedor para todos seja uma realidade.

CLASSIFICAÇÃO – 12 ANOS

 

16:00 – PANORAMA LUTA INDÍGENA I

1. A era do protagonismo indígena.
Documentário, 09 min, Rio de Janeiro/RJ, 2016, Livre. Realização: Eduardo Pereira.

Sinopse: Registros feitos em eventos da Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM) para divulgar seus caminhos a afirmar-se como defensores da harmonia entre todos e com a natureza. Eles falam sobre a importância da cultura indígena para a sociedade, da kupixaua na cidade grande, dos diversos povos que estão sobrevivendo aos massacres que os afetam e precisam se inserir em grandes centros urbanos e universidades para reafirmar a sua dignidade roubada.

2. Laklãnõ/Xokleng: os órfãos do Vale.
Documentário, 31 Min, Florianópolis/SC e Terra Indígena Ibirama Laklãnõ, 2018, 12 anos. Direção: Andressa Santa Cruz e Clara Comandolli.

Sinopse: “Laklãnõ/Xokleng: os órfãos do Vale” é um vídeo documentário que resgata a história da população indígena Laklãnõ/Xokleng, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, relacionando a chegada dos imigrantes europeus em seu território, na metade do século XIX, com as condições atuais. Por perceber a tradição da história oral como forma de reafirmação e preservação dos Laklãnõ/Xokleng, a narrativa baseia-se principalmente no depoimentos de indígenas e se divide em três momentos: (1) a chegada dos imigrantes e o genocídio indígena consequente; (2) a violência e desapropriação de territórios tradicionalmente indígenas, com o alagamento de aldeias após construção da Barragem Norte; e (3) o cenário atual de ameaça aos direitos humanos dos Laklãnõ/Xokleng, como a não homologação da Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, aguardada desde 2003, e o assassinato do líder indígena Marcondes Namblá, em janeiro de 2018.

3. A Saga da Aldeia Maracanã (2006-2016).
Documentário, 32 Min, Rio de Janeiro/RJ, 2017, Livre. Realização: Eduardo Pereira.

Sinopse: Indígenas remanescentes da Aldeia Maracanã, que se organizaram coletivamente na Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), contam sua história em relação ao prédio do antigo Museu do Índio e sobre a luta por visibilidade na cidade grande.

4. Maraká’nà.
Documentário, 21 min, Rio de Janeiro/RJ, 2019, 16 anos. Realização: Grupo Popular Pesquisa em Ação. Sinopse: O estádio do Maracanã não é apenas um espaço de lazer, mas, acima de tudo, um espaço de luta. Neste documentário, o Grupo Popular Pesquisa em Ação explora a luta pela educação, pela moradia, pelos direitos indígenas, contra o desenvolvimento do capital. Esta é uma história semelhante a muitas lutas em todo o Brasil, contra os megaeventos e o modelo de desenvolvimento imposto de cima. Este vídeo narra os eventos usando testemunhos dos protagonistas e imagens históricas. O principal objetivo deste projeto é analisar as práticas de resistência desenvolvidas contra a Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro. Essa análise é contextualizada com a coleta de depoimentos históricos cruciais, relatos de toda a violência e abusos que ocorrem devido à Copa do Mundo de 2014. O vídeo está geograficamente centrado na área do estádio do Maracanã, uma das áreas onde as contradições do modelo de desenvolvimento caracterizado pelo estado de exceção veio à tona e surgiram diversas estratégias de resistência.
Ao redor do estádio do Maracanã, levantaram-se diferentes lutas: aquele do movimento social Não Vai ter Copa, a resistência indígena da Aldeia Marakana, a lutas contra a remoção da Favela do Metrô Mangueira e da escola Municipal Friedenreich.

Bate papo com realizador.

CLASSIFICAÇÃO – 16 ANOS

 

18:00. SESSÃO MARGINAL VI

1. Ruas da Discórdia.
Animação, 05 Min, Feira de Santana e Salvador/BA, 2019, 12 Anos. Direção: Gean Almeida.

Sinopse: O que pode estar atrelado a um simples nome de rua? Qual critérios para se nomear uma rua? Salvador, primeira capital do Brasil e Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, são os cenários dessa investigação urbana que busca refletir acerca de alguns nomes de ruas e o que essas personalidades representou para a história do Brasil e para seu povo, e como isso interfere na atualidade.

2. Pedalar é suave.
Documentário, 26 Min, Brasília/DF, 2018, 12 anos. Direção: Flora Gondim.

Sinopse: Em 2017 o ciclista, sociólogo e ativista Raul Aragão foi atropelado e morto na avenida L2 Norte em Brasília, Pedalar é Suave é um documentário idealizado e dirigido pela irmã de Raul Aragão, que procura desvendar os problemas de mobilidade urbana na capital através do caso de Raul e de outros ciclistas da cidade.

3. Tupinambá Lambido.
Documentário, 11 Min, Rio de Janeiro/RJ, 2018, 12 Anos. Direção: Lucas Parente.

Sinopse: Tupinambá Lambido é o nome de uma campanha de cartazes lambe-lambe realizada por um grupo de artistas que vivem e trabalham no Rio de Janeiro. Os cartazes do grupo adotam o grande formato (3,20 por 1,90 metros) utilizados na divulgação de shows e eventos na cidade, porém subvertem essa mídia popular trabalhando com humor a resistência ao golpe de estado que levou à deposição da Presidenta Dilma Rousseff em 2016.

4. Vidas Cinzas.
Documentário, 15 Min, Rio de Janeiro/RJ, 2017, 12 Anos. Direção: Leonardo Martinelli.

Sinopse: Um falso documentário sobre a atual crise social, política e econômica no Brasil, onde o governo corta as cores do Rio de Janeiro, deixando a cidade em preto e branco.

CLASSIFICAÇÃO – 12 ANOS

 

19:30. SESSÃO MARGINAL VII

1. Interrogação (ou Psicopata Legalizado).
Animação, 01 min, Guarulhos/SP, 2019, 10 anos. Direção: Moisés Pantolfi.

Sinopse: Chovia na noite de segunda feira (17/09) no Rio de Janeiro. Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, de 26 anos, desceu a ladeira para esperar a mulher e os filhos com um guarda-chuva preto. De repente três disparos.

2. Outro Tempo.
Drama, 06 min, Pelotas/RS, 2018, Livre. Direção: Manu Zilveti.

Sinopse: O intervalo de Adélia e Sheila, faxineiras terceirizadas da universidade, é curto: dura o tempo de um cigarro. Nele, elas dividem e debatem seus medos e dilemas – uma possível demissão, os problemas do filho na escola e suas aflições pessoais.

3. A Pedra. 
Documentário, 81 minutos, Rio de Janeiro/RJ, 2019, Livre. Direção: Davidson Davis Candanda. Sinopse: Roberto Borges é professor do mestrado em Relações Étnico-Raciais do Cefet-RJ – curso que ele ajudou a criar.
A professora Heloise da Costa realiza, numa escola municipal da Vila Cruzeiro, favela do Complexo da Penha (RJ), um projeto que trabalha a construção de identidade de crianças negras.
Aos 42 anos, Adelson Martins tenta terminar o ensino médio e gerir o seu próprio negócio, uma serralheria, com ajuda da esposa.
O filme é um olhar sobre esses três personagens, aborda algumas de suas conquistas na luta antirracista, além de levantar questões sobre racismo na educação.

CLASSIFICAÇÃO – LIVRE