16 de Outubro

Classificação: 16 anos
Duração: 1h30
Local: Cinema Nosso – R. do Rezende, 80 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)

As Raízes da LGBTfobia no Brasil (SP)
Documentário, 28′, 14 anos, 2025, São Paulo. Direção: Alexsandro Stenico.

A multiartista transgênero Guia embarca em uma jornada para compreender as raízes da LGBTfobia no Brasil. A partir de suas próprias vivências e entrevistas com especialistas em Medicina, História, Política, Ativismo Social e Religião, ela investiga como fatores históricos, culturais e políticos moldaram a discriminação contra a população LGBTQIA+. Produzido por meio da Lei Paulo Gustavo de São José dos Campos, o documentário acompanha esse percurso de descoberta, revelando as origens do preconceito, bem como os desafios e caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Quando abandonamos a humanidade, o que resta de nós? (SP)
Ficção, 23′, 14 anos, 2026, São Paulo. Direção: Vita Pereira.
Libras.

Após a morte de uma amiga, cinco travestis descobrem um buraco misterioso dentro de sua própria casa.

Tigrezza (BA)
Ficção, 35′, 16 anos, 2025, Bahia. Direção: Vinicius Eliziario.

Enquanto tenta trazer Danrley para os tempos de liberdade consigo mesmo, Tigrezza procura um boy em apps de namoro, mesmo que tenha que negociar consigo mesma sua própria liberdade.

Classificação: 16 anos
Duração: 1h47
Local: Cinema Nosso – R. do Rezende, 80 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)

Dirty Sanchez (MS)
Documentário, 17′, 14 anos, 2026, Mato Grosso do Sul. Direção: Letícia Germanotta.
Legenda em Português.

Um ensaio de montagem que faz do corpo travesti o campo onde a história, dada por encerrada, continua em guerra.

Capim-Navalha (GO)
Documentário, 90′, 16 anos, 2026, Goiás. Direção: Michel Queiroz.
Libras.

Capim Navalha é um documentário de longa-metragem sobre pessoas trans que moram na Chapada dos Veadeiros. Diferentes entre si, complexas por suas trajetórias retratadas em seus territórios corporal- geográfico-decolonial-interseccional e suas vivências LGBTQIAPN+ no Cerrado Goiano. O filme apresenta narrativas de gênero dissidentes, elaborando fricção e alteridade sobre esses elas/eles/elus, trazendo uma reflexão sobre sociedade no cis-tema dentro do Centro-Oeste.

Classificação: 16 anos
Duração: 1h10
Local: Cinema Nosso – R. do Rezende, 80 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)

Na Outra Margem Alguém me Espera (SP)
Documentário, 16′, Livre, 2026, Mato Grosso do Sul. Direção: Letícia Germanotta.
LSE – Legendas Descritivas.

Uma antiga ponte corre o risco de cair. A circulação de veículos é interrompida, forçando a população a atravessá-la a pé. Único acesso direto que une a área continental de São Vicente (SP) à área insular, é através da ponte que a periferia acessa a cidade. Sob o sol escaldante e o medo de um desabamento, metade da cidade se vê mais uma vez marginalizada.

Mandarga (BEL)
Documentário, 90′, 16 anos, 2026, Bélgica. Direção: Laurence Grun e Pierre Vanneste.
Legenda em Português. Estreia Mundial.

A industrialização agressiva transforma o Senegal: em Bargny-Minam, Ydi Gueye se vê diante da construção de um porto; em Sabodala, Bandia é obrigado a partir, expulso de sua casa para dar lugar a uma mina de ouro; em Darou Khoudoss, Pape Moussa retorna para cultivar terras devastadas pela extração de fosfato. A 6.000 quilômetros dali, na Bélgica, Fadel Wade percorre uma região que já foi um próspero polo industrial e que hoje se transformou em uma área abandonada. Do litoral senegalês às montanhas de escória da Europa, o filme constrói quatro histórias de sobrevivência em meio às ruínas do capitalismo.

Classificação: Livre
Duração: 1h16
Local: Casa Marx – Av. Mem de Sá, 206 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)

Lute como uma camelô (RJ)
Documentário, 15′, Livre, 2026, Rio de Janeiro. Direção: Vinicius Ribeiro.
Legenda em Português e Libras.

Lute como uma Camelô acompanha o cotidiano de mulheres trabalhadoras nas ruas do Rio de Janeiro, revelando suas estratégias de sobrevivência e resistência na luta pelo direito ao trabalho.

Um Lugar na Cidade (GBR e BR)
Documentário, 61′, Livre, 2026, Reino Unido e Brasil. Direção: Gabriel Silvestre.
Legenda em Português.

Dirigido por Gabriel Silvestre, Um Lugar na Cidade parte das ideias do filósofo francês Henri Lefebvre para abordar como comunidades urbanas na América Latina enfrentam desafios como o deslocamento forçado, a segregação urbana e a desigualdade de gênero. A proposta é discutir o direito à cidade não apenas como acesso à moradia, mas como participação ativa na construção de espaços urbanos mais justos. O filme de 60 minutos percorre três experiências em Rosário (Argentina), Santiago (Chile) e Belo Horizonte (Brasil). Em Rosário, o foco está na resistência a um projeto de condomínio fechado, que resultou na regularização fundiária e na elaboração participativa de um plano diretor local. Em Santiago, o documentário mostra como um grupo de moradores se organizou de forma autônoma para construir moradia popular no centro da cidade, rompendo com a lógica de expulsão para as periferias. Já em Belo Horizonte, a experiência é com antigas brigadas populares, hoje parte do MTST, e sua atuação em territórios da periferia da capital mineira.

Classificação: 12 anos
Duração: 1h30
Local: Cinema Nosso – R. do Rezende, 80 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)

O Marco que Querem nos Impor (TO)
Documentário, 19′, 12 anos, 2026, Tocantins. Direção: Hermes Leal.

O filme revela como se deu a luta contra o Marco Temporal, na voz de indígenas, Xerente e Karajás, homens e mulheres, com imagens inéditas da importância das terras indígenas como proteção de suas vidas e também como proteção ambiental. Revela o que significou o risco de perda de territórios ancestrais, como causou o aumento de conflitos e o apagamento cultural, ignorando expulsões forçadas históricas.

Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-peixe (AM)
Documentário, 72′, 12 anos, 2024, Amazonas. Direção: Aldira Akay, Beka Munduruku, Ricélia Akay.
LSE – Legendas Descritivas.

Nas margens do Tapajós, no Pará, a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, onde humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. No dia-a-dia da aldeia Sawre Muybu, os espíritos da floresta não são apenas forças espirituais ancestrais, mas parte da família.