15h – SESSÃO MARGINAL VIII
Classificação: 12 anos
Duração: 1h14
Local: MUCA – Movimento Unido dos Camelôs – Rua do Riachuelo, nº 48 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ)
Lagoa dos Jacarés (PB)
Documentário, 4′, Livre, 2024, Paraíba. Direção: Wilson de Carvalho e Natiane de Carvalho.
A Lagoa dos Jacarés é um espaço conhecido na cidade de Itapororoca (PB) por abrigar inúmeras espécies da fauna local. No entanto, sua manutenção sofre ameaças constantes e necessita de apoio dos órgãos competentes.
Agora que tudo está acabado (BA)
Documentário, 20′, 12 anos, 2025, Bahia. Direção: Filipe Gama, Rafael Oliveira e Rogério Luiz Oliveira.
LSE – Legendas Descritivas.
Objetos, ruínas, documentos e um esforço para não deixar a história ser esquecida. No sertão baiano, uma cidade surge e se desenvolve a partir da exploração do minério de chumbo, atividade que durou mais de 40 anos. Hoje, após o fim da mineradora, permanecem as lembranças e uma enorme herança ambiental.
Ouriçada (PE)
Documentário, 20′, Livre, 2026, Pernambuco. Direção: Cezar Maia e Ivan Moraes.
Todos os anos, no dia 13 de dezembro, celebra-se o Dia de Santa Luzia, padroeira dos olhos e da visão. Em comunidades pesqueiras como a Vila de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, a sabedoria popular proíbe a pesca com anzóis. Nasce assim uma tradição centenária: a Festa da Ouriçada, que une a comunidade em rituais sagrados e profanos, tendo como protagonista, além da santa, o ouriço-do-mar. A celebração, porém, encontra-se em constante ameaça devido às obras relacionadas ao Porto de Suape.
A Última Reserva (AM)
Documentário, 30′, Livre, 2024, Bahia. Direção: Patrick Granja.
Legenda em português.
A Última Reserva acompanha a luta de ribeirinhos extrativistas do Rio Jauaperi, no centro da Floresta Amazônica, pela preservação do território e de sua biodiversidade. Essas comunidades enfrentam conflitos diários, como a seca, as mudanças climáticas e a pesca predatória de peixes e tartarugas. Guardiões da cultura ribeirinha, revelam os bastidores da pesca artesanal, da extração de açaí e castanha e os meios criativos que utilizam para combater as invasões à recém-criada Resex do Rio Jauaperi e Baixo Rio Branco.
15h – SESSÃO MARGINAL IX: Experimental
Classificação: 18 anos
Duração: 51 min
Local: Cineclube Casas Casadas – Rua Leite Leal, 45 – Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
O Vento Cego (IRN)
Documentário, 11′, 16 anos, 2026, Irã. Direção: Sadegh Davari.
Legenda em Português. Estreia Nacional.
Um vento desce sobre os corpos. A carne se decompõe e as vozes se calam. Apenas uma dança e um canto coletivos podem fazer o vento recuar.
Mata Virgem (RS)
Videoarte, 2′, Livre, 2025, Rio Grande do Sul. Direção: Aline Tanaã.
Libras e Legenda em Português.
Mata Virgem é um manifesto ecofeminista que tensiona as relações entre natureza, corpo e poder. Em uma poética visual densa e provocativa, a obra desmonta a ideia de “virgindade”, onde nem a mata, nem a mulher são intocadas. Ambas são corpos colonizados, explorados sob a lógica extrativista do progresso capitalista. Mata Virgem não oferece respostas, mas convoca à escuta sensível: como nos relacionamos com a vida? Que mundo estamos parindo – ou enterrando?
Axis Mundi (SP)
Experimental, 13′, Livre, 2025, São Paulo. Direção: Lucas Marcarini.
Axis Mundi investiga a tensão entre o ser biológico e a máquina, refletindo sobre os impactos do avanço tecnológico, do excesso de informação e da hiperconectividade na percepção do tempo, da realidade e da espiritualidade. Por meio de uma construção sonora e sensorial, o filme convida o público a desacelerar e questionar os efeitos da velocidade permanente da vida contemporânea.
Ilha do Sol (RJ)
Híbrido, 25′, 18 anos, 2024, Rio de Janeiro. Direção: Dani Moreira.
A Ilha do Sol tornou-se conhecida em meados do século XX por abrigar o Clube Naturalista Brasileiro, fundado por Luz Del Fuego, artista circense, bailarina, vedete, protofeminista e pioneira da arte performática feminina no Brasil. Vivendo na ilha de 1951 até seu feminicídio, em 1967, Luz Del Fuego tornou-se também defensora da preservação ambiental. Ilha do Sol é um híbrido de ensaio poético e deriva cinematográfica que convida sua memória fantasmática a vagar pelo território que foi sua antiga morada.
18h – SESSÃO MARGINAL X
Classificação: 10 anos
Duração: 1h26
Local: Cineclube Casas Casadas – Rua Leite Leal, 45 – Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Feirantes (SP)
Documentário, 19′, Livre, 2025, São Paulo. Direção: Amanda Gaia, Eudóxia Carvalho, Fagner Morais e Lilith Albuquerque.
O dia na vida dos trabalhadores de São Paulo começa cedo. Acompanhamos Ronaldo, Allan e Marcos na montagem de feiras da Zona Sul. Entre caixas de legumes e verduras, lonas e barracas, muito trabalho duro, amizades, migrações e família, bastidores revelam a vida dessas pessoas fundamentais para alimentar a fome da cidade grande. Entretanto, uma surpresa do passado aguarda os feirantes.
Amargo (PE)
Ficção, 11′, 10 anos, 2025, Pernambuco. Direção: Bruno Araujo.
LSE – Legendas Descritivas e Libras.
Na Zona da Mata de Pernambuco, um cortador de cana acorda em sua casa e segue sua rotina diária. Ao tomar café antes de ir ao canavial, percebe que, por mais açúcar que coloque, não consegue atingir a doçura desejada. Imagens reais de queimadas nos canaviais e notícias de um programa de rádio surgem na tela na tentativa de desvendar esse mistério.
As sabãozeiras do Itinga (BA)
Documentário, 16′, Livre, 2026, Santa Catarina. Direção: João França e Talita Dembinski.
Legendas Descritivas e Libras.
Em Araquari, cidade do interior de Santa Catarina, o sabão artesanal carrega muito mais do que uma função cotidiana: preserva histórias, memórias e saberes transmitidos de geração em geração. O documentário acompanha mulheres ligadas a esse conhecimento ancestral, registrando práticas de cuidado, transmissão de saberes e ações coletivas voltadas à geração de renda.
Zé de Paizinho (SE)
Documentário, 18′, Livre, 2026, Sergipe. Direção: Yérsia Assis e Geilson Gomes.
Legenda em Português.
Quantas histórias de famílias negras no Brasil conhecemos? Zé de Paizinho colabora com a resposta dessa pergunta ao revelar a vida de José Francisco Mota de Assis, ou Zé Paizinho, nascido em Carmópolis, Sergipe, que viveu boa parte de sua vida no território negro de Aguada. A obra mostra o legado desse mestre da centenária celebração do Samba de Aboio/Festa de Santa Bárbara, revelando as tessituras que compõem a cultura afro-sergipana e seus modos de existir.
Poema Para o Trabalhador da Cidade (SP)
Documentário, 22′, Livre, 2025, São Paulo. Direção: Gilberto Alexandre Sobrinho.
Legenda em português.
Uma homenagem poética à obra de Vitoriano dos Anjos, artista que nasceu em Salvador, no século XVIII, e morreu em Campinas, no século XIX. Na Catedral Metropolitana de Campinas, executou o Altar-mor, uma obra de grande beleza e originalidade, admirada diariamente pelos fiéis. No entanto, poucos conhecem a existência e a história de quem a concebeu e executou
19h – SESSÃO MARGINAL XI
Classificação: 12 anos
Duração: 1h20
Local: Cineclube Casas Casadas – Rua Leite Leal, 45 – Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Retorno à Fukushima (BEL)
Documentário, 80′, 12 anos, 2025, Bélgica. Direção: Thomas Licata.
Legenda em português. Estreia Nacional.
Há vários anos, o governo japonês vem construindo conjuntos habitacionais chamados de “complexos de moradia para reconstrução” no coração da província de Fukushima. Mais de uma década após o acidente nuclear, esse tipo de bairro de concreto surge em uma região ainda altamente contaminada, cercado por uma natureza selvagem e radioativa. O filme apresenta um retrato íntimo dos habitantes desses lugares e propõe uma reflexão poética sobre a região.