10h – SESSÃO MARGINAL XV
Classificação: 12 anos
Duração: 1h05
Local: C. E. Prof. Clóvis Monteiro
Territórios de Resistência (TO)
Documentário, 19′, 12 anos, 2026, Tocantins. Direção: Hermes Leal.
LSE – Legendas Descritivas e legenda em português.
A luta pelo direito à terra da Comunidade Quilombola do Rio Preto, no interior do Tocantins, onde agricultores vêm sendo expulsos de suas terras ancestrais pelo poder econômico do agronegócio. O filme reflete a realidade de comunidades quilombolas por todo o Brasil, mostrando seu trabalho com a terra, sua importância e sua ligação com o meio ambiente ancestral, além de denunciar o cenário de vulnerabilidade jurídica e conflitos fundiários em diversas localidades.
Feridas na Terra (MG)
Documentário, 46′, Livre, 2025, Minas Gerais. Direção: Helena Duarte.
Audiodescrição e legenda em português.
O documentário Feridas na Terra percorre o território da Serra do Curral, em Belo Horizonte, revelando as histórias e os modos de vida que ali se constituem em meio aos conflitos provocados pela mineração ilegal. A partir das memórias e relatos das comunidades do Taquaril e do Kilombo Manzo, o filme caminha entre a mineração predatória e a luta pela defesa da terra, expondo as marcas deixadas na paisagem, nos modos de vida tradicionais e nas pessoas que ali vivem.
16h30 – SESSÃO MARGINAL XVI
Classificação: 10 anos
Duração: 1h25
Local: Sala Glauber Rocha – MIS Praça XV – Praça Luiz Souza Dantas, 1 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Água Demais (RS)
Documentário, 10′, Livre, 2025, Rio Grande do Sul. Direção: Samira Petry, João Lucas Goulart, Kerolen Kingeski, Gabriel Barata e Giovanna Schneider.
Legenda em português.
Em Porto Alegre, as enchentes de maio de 2024 não levaram apenas objetos, mancharam memórias e marcaram vidas. Este curta documental nasce do gesto de tentar limpar o que a água sujou. Realizado por estudantes de Ciências Sociais da UFRGS, o filme se constrói menos por palavras e mais por sons, gestos e silêncios, acompanhando o resgate de fotografias e arquivos pessoais atingidos pelas enchentes.
Confluência dos Olhos D’Água (AM)
Documentário, 14′, Livre, 2026, Rio Grande do Sul. Direção: Keila-Sankofa.
LSE – Legendas Descritivas e Libras.
Confluência dos Olhos D’Água recorta o encontro entre o progresso e a ancestralidade, tendo as águas como manifestação. A conexão com o povo Pankararu se estabelece diante do Rio Pinheiros, em São Paulo, e deságua como resistência de quem decide permanecer diante da grilagem urbana, do descaso com o corpo-morada e suas fontes de vida. Mesmo com as águas paradas, uma questão permanece: o rio ainda está vivo?
Memória Radical (RJ)
Documentário, 14′, Livre, 2025, Rio de Janeiro. Direção: Luciana Brafman e Ricardo Carioba.
Memória Radical é um ensaio cinematográfico poético e sensorial que retrata a devastação causada pelas inundações de maio de 2024 no Rio Grande do Sul como reflexo da crise climática global. O filme percorre paisagens submersas e ruínas recentes, transformando a ausência em presença e propondo uma reflexão sobre o tempo, a memória e a urgência de agir.
Aquilo era vida (RJ)
Documentário, 16′, Livre, 2025, Rio de Janeiro. Direção: Julia Naidin.
LSE – Legendas Descritivas.
Aquilo era vida acompanha as memórias de Marilda por meio de uma coleção de jornais antigos. Sua vida se passa numa praia do litoral fluminense que vive uma crise ambiental e resiste como imaginário e como afirmação da natureza ingovernável.
MUMA UÑJIRINAKA – Cuidadorxs da Água (BOL)
Documentário, 13′, Livre, 2025, Bolívia. Direção: Coletivo Left Hand Rotation.
O documentário retrata as histórias e lutas de comunidades indígenas urbanas e rurais afetadas pela poluição da água na bacia do Lago Titicaca-Katari, na Bolívia. Em Alto Milluni, onde a água das nascentes é diariamente desviada para abastecer a cidade de El Alto, mulheres propõem um projeto de turismo comunitário como estratégia de sobrevivência e proteção do território.
Plano Inconsequência (SP)
Experimental, 18′, 10 anos, 2025, São Paulo. Direção: Melquior Brito.
Reflexão à beira-mar com o professor e cientista Sidarta Ribeiro.
19h – SESSÃO MARGINAL XVII
Classificação: 14 anos
Duração: 70 min
Local: Sala Glauber Rocha – MIS Praça XV – Praça Luiz Souza Dantas, 1 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape (PR)
Experimental, 70′, 14 anos, 2026, Paraná. Direção: Sérgio Santos Barroso.
Partindo da ideia de que a memória é uma ilha de edição, a veterana cineasta lésbica Rita Moreira revisita sua trajetória através de seus filmes. Entre imagens da Nova York dos anos 1970 – onde se autoexilou durante a ditadura militar brasileira – e obras mais recentes, do final dos anos 2010, o filme costura tempo e experiência para refletir sobre as transformações políticas, sociais e afetivas que atravessam tanto a história do Brasil quanto a vida da diretora. Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape dá luz ao legado de uma figura emblemática da história LGBTQIPAN+.
19h – SESSÃO MARGINAL XIX: Cinema e Ditadura
Classificação: 14 anos
Duração: 58 min
Local: IFCS/UFRJ – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – Largo de São Francisco de Paula, 1 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Cartas pela Paz (RJ E SP)
Documentário, 70′, 10 anos, 2025, Rio de Janeiro e São Paulo. Direção: Mariana Reade, Patrick Zeiger e Thays Acaiabe.
LSE – Legendas Descritivas e Libras.
“Parem de nos matar”, pede Luiz Fernando, de 14 anos, em sua carta endereçada ao STF. Neste filme-carta, ele e outras quatro crianças moradoras de favelas reivindicam o direito de brincar e estudar, revelando seus sonhos e medos em meio às operações policiais no Rio de Janeiro. A partir do olhar infantil, Cartas pela Paz discute a política de segurança pública do estado.
Escudo (SP)
Documentário, 8′, 14 anos, 2025, São Paulo. Direção: Andrey Haag e Cauê Santiago.
LSE – Legendas Descritivas.
Escudo propõe uma reflexão sobre o fim da ditadura a partir das operações genocidas que marcaram a história da Baixada Santista. Entre elas, os assassinatos dos MCs que marcaram uma geração por meio do funk e a Operação Escudo/Verão, que se tornou a segunda maior chacina do estado depois do massacre do Carandiru.
60 anos depois (MT)
Documentário, 20′, 12 anos, 2025, Mato Grosso. Direção: Flávio Ferreira.
Audiodescrição e Libras.
As profundas cicatrizes deixadas pela ditadura nos anos 1960 no Brasil são revisitadas por meio dos relatos de seus próprios sobreviventes no estado de Mato Grosso.
Histórias Periféricas (SE)
Videoclipe, 4′, Livre, 2026, Sergipe. Direção: Luan Allen.
Legenda em português.
Realizado de forma independente no Loteamento Novo Horizonte, em Sergipe, Histórias Periféricas celebra a potência cultural das periferias brasileiras por meio da música, da memória e da ocupação do território. A obra reúne artistas, moradores e coletivos culturais em uma narrativa sobre identidade, pertencimento, resistência e criação coletiva.